Cerca de oito mil postos de trabalho diretos foram cortados do setor eletrônico em 12 meses até abril. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), só neste ano houve 2660 demissões. No fim de abril, o setor empregava 171.450 trabalhadores, ante 180.120 no mesmo mês de 2014. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo" desta segunda-feira (15).
De acordo com o presidente da Abinee, Humberto Barbato, as demissões atingiram fabricantes de aparelhos de utilidade doméstica, eletroeletrônicos e equipamentos elétricos para infraestrutura. Com a retração na economia, os estoques cresceram nas indústrias desses segmentos, que tiveram de demitir, explicou.
“Trabalhávamos com uma previsão de queda nominal no faturamento do setor de 3% para este ano, mas, pelo o que está acontecendo, essa projeção será revista”, afirmou.
Segundo a reportagem, nem mesmo os preços em queda dos eletrônicos de consumo têm ajudado a desencalhar os estoques elevados e, como reflexo, os fabricantes estão reduzindo a produção e demitindo trabalhadores.
Um levantamento da empresa GFK revelou que, somente entre janeiro e abril, o faturamento no varejo com as vendas de TVs diminuiu 28,8%. Para o diretor da empresa de pesquisa para área de eletrônicos, Alex Ivanov, a crise está afetando negativamente a venda do produto. “Essa retração nas vendas não é exclusividade das TVs: computadores, tablets e câmeras digitais estão caindo também”, relatou.
