terça-feira, 28 de julho de 2015

EDITORIAL: As crises que aumentam o sufoco de estados e municípios

O ano de 2015 tem sido difícil para os brasileiros. O País vive uma série de crises que vêm comprometendo o seu futuro. O Partido dos Trabalhadores (PT) fabricou, com sua incompetência e institucionalização da corrupção, uma grave crise política, econômica e moral. Os brasileiros estão pagando a conta por terem caído num estelionato eleitoral protagonizado pela senhora Dilma Rousseff no último pleito presidencial. Mentindo e omitindo dados que mostravam que as coisas não iam nada bem na economia e nos indicadores sociais, a candidata garantiu uma vitória eleitoral muito apertada.

Hoje, a recessão econômica está aí, e o governo federal na tentativa de colocar ordem nas contas públicas depois de lambaças como as pedalada fiscais e o petrolão, sacrifica os cidadãos com tarifaços e cortes em áreas fundamentais para o bem estar de qualquer nação: a Saúde e a Educação.

A crise econômica é profunda e atingiu em cheio os entes da federação mais pobres: os estados e municípios, que, mesmo antes da crise, já viviam em dificuldades porque são os que menos arrecadam e os que mais têm obrigações em garantir os serviços públicos. Eles (estados e municípios) são os irmãos pobres do rico governo federal.

A Saúde é sem dúvida a área mais prejudicada. Não existe uma única prefeitura no País que consiga garantir recursos suficientes para manter o sistema funcionando com a qualidade devida. Sejam pequenos, médios ou grandes, todos os municípios enfrentam um verdadeiro caos. Há em nossa região exemplos claros disso: Em Três Rios, houve posto de saúde que ficou sem luz e medicamentos. Paraíba do Sul, Areal e Levy também foram afetados e registram sérios problemas.


Estamos pagando caro pela ineficiência de um partido que não realizou uma única reforma estrutural nesses 12 anos que está no poder. A reforma tributária e um novo pacto federativo ajudaria os estados, e principalmente os municípios, saírem desse ciclo de escassez e dependência do poder central. Mas quem disse que interessa ao PT resolver esse problema?

 A crise está apenas no inicio, e o tudo indica que o pior inda está por vir.