quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Brasil não alcançará a universalização do ensino para crianças e adolescentes

Na "Pátria Educadora" de Dilma, ainda há 2,7 milhões de jovens fora das escolas.  


Mais uma promessa feita pelo PT não será cumprida: O Brasil não vai alcançar, neste ano, a universalização do atendimento para crianças e adolescentes (entre 4 e 17 anos), como havia sido definido em emenda constitucional de 2009. Na "Pátria Educadora" da presidente Dilma Rousseff, há ainda 2,7 milhões de jovens sem estudar.

De acordo com matéria do jornal "O Globo" as informações sobre o não cumprimento da universalização foram coletadas a partir de estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e pela ONG "Todos Pela Educação". Segundo Priscila Cruz, presidente da ONG ouvida pelo jornal, alguns dos entraves para a universalização são o acesso para crianças com necessidades especiais e o abandono no ensino médio, que chega a 9,5% no primeiro ano.

Outra preocupação para a universalização é a crise econômica imposta pelo governo Dilma ao país, que atinge os orçamentos federal, estadual e municipal. A redução de recursos pode retardar a velocidade dos avanços ou até mesmo impor retrocessos na educação.

A presidente da ONG acredita que os impactos nos índices da Educação podem ser sentidos já em 2016. “Os cortes (orçamentários) podem ter reflexo na qualidade e também nas matrículas, porque o aumento da oferta tem relação direta com custo. Você até pode melhorar a gestão, existem politicas que não têm relação tão direta com o custo, mas matrícula sim. Tem que construir mais escolas, contratar mais professor, comprar mais material… A falta de recurso tem reflexo direto nisso”, disse ao jornal "O Globo".